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Novo ano, novas leituras

Começo o ano com planos para alguns livros que quero ler. Vou continuar a ir à biblioteca, mas a verdade é que gostava de adquirir mais alguns livros que me interessam. Não é um desejo muito difícil de concretizar! Este ano também quero continuar a escrever aqui no meu blogue sobre livros que li anteriormente, recuperando as notas que fui fazendo e algumas coisas que tinha já escrito num blogue anterior que entretanto fui deixando de lado. Apesar de nem sempre seguir uma ordem cronológica, referente à leitura, vou aqui deixando algumas opiniões ou as sinopses dos livros que já li. Ainda me falta escrever sobre muitos livros e não sei bem quando é que esta tarefa a que me comprometi a mim mesma ficará terminada. Agora resta-me desejar a todos vós um feliz ano e que seja melhor do que o anterior!

"O profeta do Castigo Divino"

Os meus livros preferidos são sem dúvidas romances históricos. Farta de andar de volta de reflexões demasiado complicadas, fui à procura de algo mais do meu interesse. E em outubro de 2013 estava a ler o romance histórico de Pedro Almeida Vieira, "O profeta do Castigo Divino". Este livro de Pedro Almeida Vieira fala-nos da história de Gabriel Malagrida e de Portugal nos anos que antecederam o terramoto de Lisboa de 1755. Falam-nos da Igreja Católica no século XVIII e da obscuridade em que se vivia. É um livro que trata da história de Portugal vista de uma outra perspetiva. Gabriel Malagrida é um jesuíta, natural de Itália. Com um comportamento obcessivo por natureza, teima em evangelizar os que no "novo mundo descoberto viviam em supostas trevas". Depois de muito se instruir, embarca para o Brasil e para o Maranhão. Em Belém do Pará, encontra uma terra nada dada a atos religiosos. Lá encontra a sua vocação: evangelizar e colonizar os índios, - com atos nem sempre ...

"Ontem não te vi em Babilónia"

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Este foi um livro difícil, que me deu muita luta para conseguir chegar ao fim. Não é fácil parar uma página e seguir a leitura depois, porque com a mistura de pensamentos que ali desfilam, quando paramos, perdemos o fio à meada. Passou pouco tempo, mas António Lobo Antunes não me podia vencer assim tão facilmente e em setembro de 2013 voltei à carga mas desta vez com este livro. E descobri que tentar desenredar esta meada, é por si só uma tarefa muito complicada. Percebemos algumas das memórias (o suicídio na árvore, a caravana dos ciganos, a tortura às mãos da PIDE...) os lugares onde algumas ações se passaram. O que é ou onde fica esta "Babilónia"?  Sobre o autor: António Lobo Antunes, nasceu em Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, no seio de uma família da alta burguesia, filho de João Alfredo Lobo Antunes, um destacado neurologista português. Lobo Antunes especializou-se em psiquiatria, tendo exercido a especialidade durante alguns anos no Hospital Miguel Bombarda até a aband...

"Romance em Amesterdão"

Lido em 2013. Depois de conhecer o tipo de escrita de Tiago Rebelo, optei no mês seguinte, por escolher este romance, assim quase ao "acaso" da biblioteca. Ela vai atrás de uma história de amor que lê num livro, casualmente vai descobrir que as coincidências existem e encontra o autor desse mesmo livro. Mas a sua história em Lisboa estava longe de estar terminada. A sua ida a Amesterdão serviria apenas para pôr a cabeça em ordem, mas não foi isso que na verdade aconteceu. Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Foram quinze anos passados, que podiam ter feito ambos esquecer a paixão que antes os tinha unido. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Ele, seguiu o conselho dela, começou a acreditar mais em si e no seu trabalho. Ela criou a sua família, tem uma filha adolescente e um marido trabalhador, mas não se sente feliz. Apesar de negar veementemente essa sua vontade,...

"Sôbolos rios que vão"

Quando começamos a ler um livro de António Lobo Antunes, temos de nos preparar para uma escrita um pouco dissociada da realidade, com diversas alegorias, imensas metáforas. Foi isso que percebi em 2013. Andava numa maré de leituras rápidas e que, apesar de algumas delas serem mais difíceis, me faziam passar horas agarrada a um livro até o acabar. Desta vez isto não aconteceu. Perceber tudo como se houvesse um fio que nos orienta neste labirinto, não é fácil, temos de levar a leitura de espírito aberto.  E por isso, este não é um livro fácil. É precisa uma boa dose de paciência. Eu, pessoalmente, tive de me deixar levar porque não encontrei um fio condutor na história. Quando parava de ler, parecia que simplesmente não conseguiria contar aquilo que tinha lido. Confesso que não terminei o livro e que saltei muitas páginas. Isso é raro acontecer comigo.

"Três semanas com o meu irmão"

Já li muitos romances de Nicholas Sparks, mas este, escrito com o seu irmão, não me tinha ainda chamado a atenção. Engano meu, pensar que por ser diferente, poderia ser menos bom, ou agradar-me menos que a sua restante obra. Agarrei-me a este romance em outubro de 2013. Neste livro, Nicholas Sparks fala sobre si mesmo, sobre a sua infância e fala-nos daquilo que foi a sua vida e a da sua família, assim como aquilo que o levou a seguir a carreira de escritor. Adorei a forma como Nicholas fez a descrição da sua vida, da sua infância e da verdade das suas palavras que, como habitualmente, nos emocionam. Um livro que merece ser além de lido saboreado. Este é o resumo do livro: “Na Primavera de 2002, uma pequena brochura perdida num monte de junk mail veio introduzir uma nota de desafio e de aventura na vida de Nicholas Sparks e do seu irmão, Micah. O convite era, no mínimo, irresistível – uma viagem de três semanas à volta do globo que os levaria a conhecer as «Terras dos Adoradores do Céu...

"Falsa Identidade"

Outra escritora que eu não conhecia, Lisa Scottoline, e cujo livro li em poucos dias, também em janeiro de 2013. Este romance fala-nos de uma jovem advogada que se vê confrontada com uma nova cliente, detida no corredor da morte à espera de um julgamento que por si só já parece concluído ainda antes das alegações finais: a arguida está acusada de ter assassinado o seu companheiro, um agente da polícia, envolvido em esquemas duvidosos. Mas ao chegar perto da detida, parece estar a ver-se no espelho: basta um olhar maios atento para começar a encontrar semelhanças entre as duas. Um policial intrigante e dramático. Para quem já conhece esta autora, volta a reencontrar Bennie Rosato, a diretora de uma firma de advogados que investiga um crime em que a acusada - Alice Connoly - é sua cliente. Eu não conhecia a personagem mas não foi nada difícil perceber a sua forma de estar, de viver, de construir os casos. Alice é suspeita de ter assassinado um detective da polícia e diz ser irmã gémea de...