De Émile Zola. Escritor francês que viveu no século XIX entre 1840 e 1902. "Com umacapacidade de trabalho espantosa, viria a revelar-se o escalpelizador frio e imparcial das taras da sociedade sua contemporânea." (Notícia bibliográfica sobre o autor)
Escreveu entre outros: "Contos a Ninon" (1834), "Madalena Férat" (1868), "O regabofe" (1871), "A taberna" (1877) e "O dinheiro" (1891).
Náná é a história de uma mulher da vida.
Mulher parisiense, Náná é aclamada por uns e odiada por outros, mas ninguém fica indiferente à sua presença. É apresentada ao mundo do espetáculo no teatro de variedades, cujo dono impele todos a que chamem de bordel, com um prazer matreiro de quem tem vista para o negócio. O que parece ser um fiasco no dia da estreia, pelas suas parcas qualidades vocais, torna-se um sucesso pelos seus atributos corporais apreciados pelos homens da época e pela sua forte presença em palco.
Aproveita-se dos homens com quem sai para deles fazer riqueza, luxo que esbanja sem pudor, vivendo uma vida de mulher rica com caprichos caríssimos, mas sem dinheiro para pagar a conta ao padeiro. é mãe de uma criança doente e raquítica que deixou aos cuidados de uma tia, mas também a essa Náná deixa que falte o dinheiro, o conforto e o carinho que a presença da mãe poderiam dar. Um livro que mostra a vida vã levada ao limite da existência humana, numa Paris conspurcada.
Nota 4 para este livro.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
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