Cedi e juntei-me hoje ao Google Reads. Vamos ver se tenho paciência para lá ir adicionar os livros que li (ou pelo menos ir atualizando os deste ano). Parece-me uma plataforma interessante para registo de leituras.
Ontem estive a ver um programa na RTP Memória (Visita Guiada) sobre a Biblioteca Nacional e onde se fala não só da sua magnífica arquitetura e da sua modernidade, como também dos milhões de obras que lá podem ser encontradas. Este espaço é sem dúvida um museu que alberga tais raridades que só uma caixa forte pode proteger: o primeiro exemplar d' "Os Lusíadas" ou o "Livro de Horas" da Rainha D. Leonor. Os Livros de Horas (que por vezes são referidos nos romances históricos, nomeadamente nos de Isabel Stilwell) são manuscritos, elaborados pelas princesas e rainhas, e que eram muito populares nos séculos XIII a XV (Idade Média). Normalmente continham transcrições de salmos e de orações, para todas as "horas" do dia, daí o seu nome. Podiam ser vistos quase como uma agenda ou um diário. Eram ilustrados manualmente e eram levados para todo o lado, auxiliando nos momentos das rezas obrigatórias (horas canónicas). Fontes: https://www.facebook.com/watch/?v=19...
Hoje está um dia tão bonito, não está? Um dia alegre, soalheiro, que nos convida a ir para a rua e a apreciar a primavera que já chegou. Mesmo quando a felicidade está oculta por outros problemas e os olhos manifestam o cansaço acumulado, a primavera acaba por nos ajudar a ter esperança. Lá fora... lá fora as balas zunem, mas aqui...aqui olhamos as andorinhas que chegam e que nos trazem a primavera com elas. É a Primavera a chegar Na colmeia, em zumbido constante Estão obreiras a trabalhar O frio já ficou a montante Está a Primavera a chegar. Traz consigo as andorinhas Que depois de muito voar Encontram nas varandinhas Um sítio para descansar. Ocupam agora com cautela Os ninhos que ali deixaram Por cima da minha janela As andorinhas já chegaram! (Elsa Filipe, março de 2026)
De James Bradley, conta-nos a história de um arqueólogo que procura na areia de uma praia australiana factos históricos que provem a presença de portugueses. Bem, algo importante ele acaba por encontrar mas não seria bem o que estaria à espera. Este é um romance que retrata duas histórias de amor passadas em tempos diferentes mas que se cruzam, pedacinho a pedacinho, como as peças de um puzzle. Enquanto vai conversando com o moribundo Kurt que como ele, procurou a caravela portuguesa do século XVI que se teria afundado algures naquela praia no Sudoeste da Austrália, David conta com a ajuda de uma médica e amiga, com a qual se envolvera anos antes e com quem se acaba por voltar a envolver agora. Kurt está delirante e aquilo que conta nem sempre pode ser tido como absolutamente verdadeiro, mas David não duvida de que ele sabe mais do que conta. No final do livro, a surpresa não é muita. Não se descobre nada de que já não fossemos sabendo página após página: que houve muito enc...
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