domingo, 10 de maio de 2026

"Não levo saudade!"

Esta história foi lida em Ebook durante as viagens de comboio, no meu telemóvel, tentando-me distrair da falta de vontade em ir para Lisboa e das dores. 

O narrador fala no seu pai e apresenta-nos a certa altura uma frase que eu penso resumir o livro no seu todo: 

"Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas."

E na verdade, não conseguimos perceber o que é verdade ou ilusão nesta narrativa, o que é fruto da imaginação de um pai com Alzheimer ou de um filho que procura a verdade sobre o pai e sobre as suas próprias origens, ao mesmo tempo que, ele próprio parece ir perdendo a memória e enlouquecendo. 

A história começa no cemitério dos Prazeres onde o personagem principal encontra uma pedra tumular com uma estranha inscrição. 

Ao tentar saber mais sobre o morto a quem essa pedra faz jus, começa a descobrir a história de um homem que terá dito algumas verdades, mas muitas mais mentiras, acerca da sua vida.

Parece que quanto mais se aproxima da verdade, mais a loucura toma conta dele e, entretanto, vamo-nos perdendo entre histórias mais ou menos mirabolantes e personagens improváveis, mas que poderiam muito bem ser reais. 

Um livro estranho, incerto e confuso, escrito por P. Barbosa, autor sobre quem, pouco ou nada consigo encontrar a não ser, outros livros do mesmo género.


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