"Um sonho só nosso"
Num livro de Nicholas Sparks, para quem conhece o estilo do escritor, existe sempre uma história que nos envolve, personagens com as quais nos identificamos e um final que nos surpreende. Se Nicholas Sparks tem bons romances, este é um deles, sem sombra de dúvida.
Um livro que, por nos começar desde logo a envolver. se lê de um fôlego. Composto por capítulos curtos, não deixa, no entanto, de nos conduzir a uma viagem interior profunda. Ao mesmo tempo temos uma história de amor, quase que um amor de verão, casual, divertido e descomprometido, e em paralelo temos uma história de "fuga" de um mãe e do seu filho. Conhecemos Colby, um jovem agricultor que também se dedica à música e vemo-lo apaixonar-se pelo jovem Morgan, que viaja com um grupo de amigas. E conhecemos Beverly. Uma mãe que acima de tudo ama o seu filho, Tommie.
Por detrás das duas histórias, está apenas uma verdade e é essa verdade que nos vai ser mostrada apenas no final. Ao longo da narrativa, começamos a perceber um pouco do problema, mas ele está tão dissimulado, quase que normalizado, nas ações casuais do dia a dia, que nos vai passar despercebido até finalmente vermos a verdade e sermos incapazes de a deixar de ver.
A realidade em que nos vamos envolvendo ao conhecer as personagens, é depois revelada de uma forma bem diferente, levando-me a pensar que na vida real somos tantas vezes culpados por vermos o mundo à nossa volta com tão pouca atenção que não distinguimos o que é a fantasia e o que é a realidade.
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