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Poesia, um mundo tão grande e tão pequenino

O mundo é pequenino, mas há tanto, mas tanto que ainda não conhecemos! Espero que este poema que eu fiz vos anime um pouco esta tarde!   O mundo é uma ervilha   Ouvi, ontem, o pai dizer “O mundo é uma ervilha” Eu acho que não pode ser É pequena demais Não dá logo para ver?   Ele encontrou um amigo Que não via há muito tempo, “Há séculos que não falamos” Mas afinal que idade tem? Ou em que século estamos?   Mas voltando à ervilha Olho a sopa do jantar. E decido que não como Não vá nas minhas ervilhas Algum menino morar!   Se eu moro aqui no mundo Na Terra, que é um planeta Ou mora mais gente em ervilhas Ou esta conversa do pai Afinal era só treta!   E se é uma ervilha o mundo Não poderemos daqui a nada Ser comidos por um gigante A acompanhar o almoço De batata e carne assada?   Não gosto nada da ideia! Decido que não vou comer, Nem ervilhas, nem coisas redondas Que possam ser planetas E neles pessoas viver!   Ainda por cima, A mãe não descobriu Não sei bem se eu lhe diga, Que o pai e o ...

"O rei de Ferro"

"O Rei de Ferro" é o primeiro tomo da série "Os reis malditos", escrita por Maurice Druon. É uma narrativa com base em factos históricos e que conta a sequela da família real francesa em pleno século XIV. O rei Filipe IV, o Belo é considerado um homem frio, cruel e silencioso, que governa o reino sem hesitações. A rainha Joana, sua mulher, havia morrido em 1305. O rei, empenha-se a perseguir os Templários, grupo rico e poderoso e é após um processo com cerca de 15 mil acusados e sete anos de duração, que sentencia à morte os últimos Templários entre eles o Grão-mestre Jacques de Molay. Antes de sucumbir, a uma morte trágica na fogueira, Molay grita à plateia a maldição que vai destruir da casa real. O primeiro a morrer é o Papa Clemente, deixando a igreja sem liderança. Seguem-se outras mortes que começam a ser atribuídas à maldição de Molay. Entretanto, as noras do rei Filipe o Belo, encontram nos prazeres carnais a fuga ao casamento. Isabel, cunhada de Margarida e...

Poesia ... bem no fundo...

Um poema um pouco triste, mas que é também uma homenagem. Vão entender e, espero que gostem.   Fundo   Permite-me, menino, Posso entrar no seu olhar?   Posso ver, menino O que é que estás a pensar?   É um olhar tão fundo, Este que deitas ao mar, Que tenho medo que das pedras Tu mates o teu pesar.   O que tens tu, menino? Que não te faz deixar Correr pela praia descalço A meninice do teu olhar?   Que te fizeram, criança!? Grita! Diz do que te culpam, Pois vejo dentro de ti As emoções que lutam!   No fundo do teu olhar, Brilha a doçura da infância Presa com as correntes da guerra, Da maldade e da ganância!   Não te deram uma arma, Mas mataste os teus brinquedos, Quando não sabias como Batalhar com os teus medos.   Não te deram uma bomba, Mas puseram-te nas mãos, A bandeira em que embrulhaste, Os corpos de teus irmãos. Elsa Filipe, 2023

"A Conspiração do Rei"

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"A Conspiração do Rei" é um romance histórico que narra o final da Ordem dos Templários, condenados à morte por Filipe, o Belo, a 13 de outubro de 1307 e a coragem do Rei D. Dinis em salvar a grande e gloriosa ordem de cavaleiros, criando a Ordem de Cristo. Mas esta nova faceta, guarda em si uma história de valentia e de segredos bem escondidos. Num magnífico texto, criado numa estrutura simples em que os capítulos curtos criam o ritmo da própria narrativa, Emílio Miranda conta o caminho agreste de um grupo de cavaleiros que transportam consigo um segredo e em que cada um faz o seu caminho de forma solitária (mesmo que acompanhado) mas sem saber do destino e do percurso dos outros. Mas é daqueles livros que tem de se ler para compreender. O Rei D. Dinis veste-lhes uma nova roupagem e consolida os alicerces daquela que viria a ser uma interveniente decisiva nos descobrimentos portugueses. À Ordem de Cristo é atribuído um novo Castelo, em Castro Marim, onde sete séculos mais ta...

Poesia com borboletas

Aqui fica um poema escrito por mim, do qual eu gosto muito. Faz-me lembrar a primavera, a chegada das flores e das primeiras borboletas. Espero que também gostem. Borboletas Voam livres, segredando Às flores, as borboletas São como crianças brincando Pousando nas violetas. Nasce o sol e todas as flores Recebem o seu calor Cobrem de todas as cores Os caminhos ao seu redor. Frágeis asas, coloridas, Pousam nos bolbos floridos, Onde se confundem garridas, Dando cor a ramos despidos. Enquanto derrete a fria neve Brinca o Sol, com elas também Chega a Primavera em breve Trará o amor a alguém. E as borboletas nesse dia Não estarão a esvoaçar Senti-las-á na barriga Saberá o que é amar! Elsa Filipe, 2023

Poesia, de pés na areia

Este foi um dos poemas que escrevi para um concurso de poesia ao qual concorri este ano. Não espero nenhum prémio, mas pelo menos deu-me um incentivo para continuar a escrever e não desistir. Areia Sentada na sua cadeira Sente os olhos a fechar. Por momentos, não é só O cheiro do mar nem o vento, É a areia, o seu calor Que chegam para a embalar.   Sentada na sua cadeira Não precisam de a empurrar Desce, num sonho embalado Pela praia, a caminho do mar Fechando os olhos tem na pele, Aquele breve salpicar.   Sentada na sua cadeira, Que desde menina tem Fecha os olhos, Levemente, E sente nas pernas, dormentes, O calor do sol também.   Sentada na sua cadeira A manta? Já não a tapa Pois está embalada num sonho Em que pode correr na areia E um sorriso… tão perfeito, que dos seus lábios lhe escapa!   Não lhe falta caminhar Correr, nem sequer dançar! Mesmo não se levantando Ela é capaz de voar! Basta um sono tranquilo Para a levar adiante E é uma criança feliz Nem que seja só um instante! Elsa ...

Em Dia de Portugal, falamos das descobertas e de Luís Vaz de Camões

Celebra-se hoje o  Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas , que coincide com a  data da morte do poeta Luís de Camões. Por isso faz sentido hoje falar desta referência da cultura e da literatura portuguesa. Para começar, das pesquisas que fiz, há como é normal para personalidades desta época, uma certa incoerência em datas e locais, desde onde terá nascido e da sua própria genealogia. Os seus primeiros biógrafos, geralmente indicam que a descendência da Casa ancestral dos Camões tinha as suas origens na Galiza. Por via paterna, Luís de Camões seria descendente de Vasco Pires (ou Perez) de Camões, que era trovador e fidalgo. Vasco Pires terá vindo para Portugal no tempo de D. Fernando I, e recebido do rei alguns benefícios, cargos e terras pelos seus serviços militares. Não é minha pretensão, nem nada que se pareça, efetuar qualquer biografia de tal ilustre pessoa, mas como uma apaixonada pela História do meu país e pela Língua Po...