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Dia do Livro Português

Sabiam que hoje se celebra o Dia do Livro Português? Foi nesta data que foi impresso o primeiro livro em Portugal. A primeira edição coube ao livro "Pentateuco" - escrito em árabe. " A imprensa, em Portugal, foi introduzida no tempo do rei D. João II," em 1487.  "O único exemplar da primeira edição deste livro encontra-se em Inglaterra, depois de ter sido roubado por Francis Drake, quando este atacou e saqueou a capital do Algarve em 1587." Já o segundo livro a ser impresso em Portugal terá sido “O Tratado de Confissom”, o primeiro livro cristão impresso utilizando o sistema de Gutenberg, em 1489. Esta data procura destacar a importância dos livros e promover a leitura. Deixo-vos aqui uma pequena curiosidade:  https://arquivos.rtp.pt/conteudos/dia-do-livro-portugues/ Fontes: https://www.e-cultura.pt/efemeride/176      

Dia Mundial da Poesia

O Dia Mundial da Poesia comemora-se, desde 1999, anualmente, a 21 de março. Nesta data, pretende-se "salientar a importância da poesia enquanto manifestação artística comum a toda a Humanidade. Celebra-se também a criatividade, a pluralidade linguística e cultural e promove-se o ensino e declamação da poesia." Há poesias para todos os gostos, mas esta tem na sua simplicidade a maior beleza. Escrita para crianças, mas que faz os adultos refletir. Da já desaparecida, Cecília Meireles: Ou isto ou aquilo: Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo … e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, ...

O adeus ao poeta Nuno Júdice

Morreu este domingo o poeta Nuno Júdice com 74 anos. O poeta era natural de Portimão, mais propriamente da Mexilhoeira Grande, onde nasceu em 1949. Formou-se em "Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa," tendo sido também professor de "Literatura francesa na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa." Nuno Júdice acabou por ser considerado por muitos, um dos "mais importantes nomes da poesia contemporânea." O seu primeiro livro foi “A noção de poema”, editado em 1972, ainda antes de se ser livre de dizer (e escrever) o que se queria. O próprio título do livro, "indicava uma atitude poética muito auto-reflexiva, integrando as próprias questões internas da poesia. Havia nesse livro uma atitude próxima de uma neo-vanguarda, de que o poeta se distanciará." É publicado três anos depois, a obra " O Mecanismo Romântico da Fragmentação ( 1975)" a qual trazia ainda "a mesma atitude poética auto-refle...

Miguel Sousa Tavares

Depois da leitura de "No teu deserto" acabei por pesquisar um pouco sobre este escritor sobre o qual, já conhecia um pouco do trabalho mas como jornalista, e não propriamente como escritor. Miguel Andresen de Sousa Tavares, nasceu a 25 de junho de 1952 e é filho de  Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado e jornalista Francisco de Sousa Tavares. Apesar de se ter licenciado em Direito, acabou por abdicar dessa carreira definitivamente, para se dedicar em exclusivo ao jornalismo. Entrou para a RTP em 1978. "Foi um dos fundadores da revista  Grande Reportagem  em 1989, publicação da qual se tornou diretor logo no ano seguinte" e onde se manteve por 10 anos. "Ainda em 1989, Miguel Sousa Tavares foi diretor da revista  Sábado , publicação generalista que havia sido lançada no ano anterior por Pedro Santana Lopes," onde se manteve por pouco tempo. Escreveu também para "o jornal  Público , desde que este foi lançado em 1990 até ao início de 2002. Ao m...

"No teu deserto"

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Este é um dos livros de Miguel Sousa Tavares. O livro tem como subtítulo "Quase Romance" e remete-nos para uma viagem ao passado, a uma viagem feita através do Sahara que, mais do que nos dar a conhecer alguns aspetos do deserto, nos dá uma perspetiva do "eu" interior, da visão que a personagem principal tem da sua companheira no início da viagem e de como essa imagem se vai alterando ao longo do tempo. Neste livro encontramos uma perspetiva diferente da vida e da construção de uma amizade. A partir de uma fotografia antiga, o autor recorda Cláudia e as memórias que com ela construiu durante uma viagem única, ao deserto do Sahara. Nessa viagem, além da descrição do espaço e da aventura que envolve um percurso desta natureza e complexidade, passa especialmente pela viagem interior e pela reflexão sobre o amor e a amizade, sobre o eu interior do narrador e sobre a forma como vê os outros. Aqui entra em confronto a visão do fotógrafo, que busca o melhor enquadramento e...

O papel da leitura na melhoria da escrita

A questão que hoje coloco é: ler mais, pode ter interferência nos resultados escolares?  Diariamente, o meu trabalho é com crianças e uma das coisas que tenho vindo a reparar é na baixa expansão vocabular dos alunos. Excetuando alguns casos, que infelizmente cada vez são menos, os alunos não mostram interesse em ler, não conhecem provérbios populares, nem lengalengas ou travalínguas...  A minha preocupação aumenta quando, alunos de 7º ou 8º ano, que têm disciplinas como matemática, história e geografia, não sabem o que significam palavras como "extensão", ou me dizem que o antónimo de "independente" é "coletivo". Estes são apenas pequenos exemplos que me levam a refletir sobre o rumo que a educação está a levar e se estamos mesmo no caminho certo. De facto, podemos constatar que hoje em dia as crianças têm um acesso muito mais facilitado aos livros mas não lêem. Na minha opinião, ler é uma das habilidades fundamentais que devem ser adquiridas no 1º ano e c...

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rodrigo Guedes de Carvalho nasceu no Porto a 14 de novembro de 1963, mas mudou-se para Lisboa aos 18 anos, "com o objetivo de tirar o curso de   Comunicação   Social da Universidade Nova de Lisboa." Na adolescência, jogou futebol e râguebi. Todos o conhecem como jornalista e como escritor, mas poucos se lembrarão que, ainda durante o curso de Comunicação Social, "em 1984, participou na novela portuguesa "Chuva na Areia", desempenhando o papel do misterioso Laranjinha ou que a parece "num pequeno papel, como Juíz, no telefilme  Noite Sangrenta''. Depois de terminar os estudos, trabalhou na RTP "na redação de   Lisboa, onde, depois de se estrear como repórter, apresentou o "Domingo Desportivo", programa dedicado ao desporto, e o "24 Horas", o último telejornal do dia do canal." Quando no ano de 1992, se muda para a SIC, começa a destacar-se na apresentação nos telejornais emitidos ao "fim de semana à hora de jantar ...