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"Catarina de Bragança - A coragem de uma Infanta portuguesa que se tornou Rainha de Inglaterra"

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O livro de Isabel Stilwell, da coleção "Rainhas de Portugal" conta-nos a vida de Catarina, uma jovem que aos 2 3 anos, deixa para trás o sol e o cheiro a laranjas do Alentejo e a vastidão do rio Tejo, quase um mar, para se casar com Charles de Inglaterra.  Filha de  D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, Catarina, que tinha sido educada na religião Católica, vê-se desde logo sujeita à provação de casar e ser Rainha num país maioritariamente protestante. Na corte, são as suas aias que a apoiam, em especial duas delas que se tornam suas amigas e confidentes. Catarina foi uma lutadora, apesar do sofrimento de se encontrar num país em que poucos falavam a sua língua e onde os costumes eram bem diferentes. Conseguiu arranjar aliados e ter a presença de espírito de evitar conflitos, na maioria das vezes, não tanto para se proteger a si, mas para proteger Charles. Assistiu ao nascimento de vários filhos bastardos de um rei a quem nunca conseguiu dar um herdeiro, embora tivesse consegu...

"Há uma raposa na minha escola"

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Este livro, de Lola e Olivier Dupin, fala-nos de um rapazinho que se sente perseguido por uma raposa, na escola e na rua. Editora Jacarandá. Só que esta raposa, não é na verdade um animal, mas sim uma sensação que o atormenta, tornando a sua vida cada vez mais "escura". A raposa, vai ficando cada vez "maior" e mais assustadora, até que se transforma num lobo. A cada dia que passa, o animal está cada vez mais "feroz" e rodeia-se de outros como ele. Transforma-se depois num tigre e até chega a comer-lhe "o lanche," e a arranhá-lo. No fim, existe sempre um porto de abrigo, um colo seguro onde o menino se pode aconchegar e contar o que está a sentir. A transformação reflete a indiferença ou a adesão do grupo à situação de hostilidade, mas a verdadeira mudança irá acontecer no dia seguinte, uma vez que quando exposta, a "criatura" deixa de ser tão assustadora. Uma história que fala no Bullying de uma forma diferente, uma espécie de alegoria...

"Malala"

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Da coleção "Crianças que mudaram o mundo", os CTT apresentam-nos a história de Malala.  Malala nasceu no Paquistão, no Vale de Swat, perto da fronteira com o Afeganistão. Aos 11 anos,  começa a escrever um diário, na mesma altura em que ir à escola é vedado a toda e qualquer rapariga. Contextualizando, Malala nasceu num país em que, até os sismos, podem ser usados para impôr o medo, são castigos divinos para que as leis dos Talibãs se cumpram. As meninas que deixam a escola são aplaudidas, mas Malala quer continuar a ir à escola. Em 2008, mais de 200 escolas são destruídas! E " em 2009 os extremistas religiosos conseguiram impor a sharia, a lei islâmica, e o terror entrou na sua aldeia, com as adolescentes a serem perseguidas por frequentarem o ensino."  O primeiro texto de Malala, que começa um blogue com o apoio de um jornalista da BBC que era amigo do seu pai e com quem se corresponde, sai a 30 de janeiro de 2009, e tem como título "Tenho tanto medo!"...

"Leandro, Rei da Helíria"

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Adaptado de uma narrativa popular que conta a história de uma princesa e do amor desta pelo seu pai.  Nesta história fala-se de "amor, ingratidão, sonhos, remorsos, longas viagens de aprendizagem, e de como se faz e desfaz um rei." Escrita por Alice Vieira, a obra refere um sonho que o Rei Leandro acredita ser premonitório e que afetará todo o desenrolar das ações consequentes. Alice Vieira conta-nos a história de um rei bondoso, duas filhas más e uma filha boa, que vivem no reino de Helíria. Com o sonho, o rei pensa estar na altura de abandonar o seu reino. Para isso, tal como em "Rei Lear" de Shakespeare, o rei decide dividir o seu reino pelas três filhas, dando a melhor parte à filha que provar que o ama mais, sendo que se podem comparar as duas obras. Ambas têm uma estrutura inicial idêntica e baseiam-se num conto tradicional antigo (o conto: " O Amor como o Sal" ). Em ambas as histórias, um rei velho e vaidoso decide dividir o seu reino pelas três fil...

Um conto de Álvaro Magalhães

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Álvaro Magalhães presenteia-nos com este conjunto de  cinco contos que além de serem divertidos, podem servir de base para trabalhar diferentes temas com as nossas crianças. Este livro contém textos usados em livros escolares do 1º ciclo e foi recomendado para as metas curriculares de Português, 3º ano. Uma das histórias (e a que dá o nome ao livro) é a de um um rapaz que foi fadado para uma "vida a dar para o torto", condenado a carregar um nariz "do tamanho de uma chouriça". E a verdade é que ele tem uma vida tão degraçada e desengraçada que acaba por ir viver sozinho no cimo de um monte. No entanto, ele não vê só as desvantagens que o nariz lhe traz e é aí que está a verdadeira lição. "Estava visto que o mundo não era feito para gente com um nariz assim, do tamanho de um chouriço." Mas a vida reserva ainda um papel importante ao seu nariz. A Fada que o mal fadou para ter aquele trambolho no meio da cara, ainda voltaria a cruzar a sua vida... e como...

"Filipa de Lencastre - A Rainha que mudou Portugal"

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Isabel Stillwell é, sem sombra de dúvida, uma das minhas escritoras favoritas, aquela cujos livros me fazem ficar horas agarrados às histórias, mesmo quando se trata de enormes romances! Da mesma colação de "D. Teresa", que já aqui referi e que me apaixonou do princípio ao fim, li agora esta magnífica obra que nos conta a vida de Phillipa, neta de Eduardo III, uma menina que nasceu princesa e que foi dotada de uma força imensa que lhe permitiu governar um país que nem era o seu. Refletindo uma pesquisa profunda, à qual já nos habituou, Isabel Stillwell, descreve-nos a vida entre cortes, as relações atribuladas de John of Gaunt que, desejava para as suas filhas aquilo que não conseguiu para si, governar. A sua primogénita, filha de Blanche, foi Philipa.  De  Phillipa of Lancaster vamos conhecer ao longo do livro a sua infância, passada em Inglaterra, a corte do século XIV e as viagens que o pai faz em busca de mais prestígio, mas também um pouco do percurso das famílias e...

"Aquela Madrugada no Ritz"

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Aquela é uma madrugada que será lembrada dali a muitos anos. Só que este livro não é só sobre a madrugada de 24 para 25 de abril de 1974. Joel Costa leva-nos a conhecer uma Lisboa e um Portugal de um passado recente, através das personagens que o enriquecem. Tal como o próprio refere, "este romance baseia-se num facto inverídico." E é essa facto que nos conduz depois à realidade de um país. Acompanhamos assim a vida de "António Luís", de "Matilde" e de "Eustéquio", e também de "Célia" que se escreve com o noivo que está na Guiné, enquanto namorisca com António. É num ambiente de pré-revolução que os ânimos aquecem e é precisamente os passos e contra-passos deste aquecimento que Joel Costa nos relata, partindo de uma conversa entre "Carlos de Oliveira" e "Augusto Abelaira" e que é escutada por "António Luís Fabrício." Daqui as conversas, as escutas, as mensagens em código e as desventuras dos protagonistas, ...