quarta-feira, 11 de março de 2026

"O Sonho"

 Numa semana difícil, consegui terminar este livro de Nicholas Sparks. Há já algum tempo que não me agarrava assim a um romance e que me desabava a chorar, mas acho que acabou por ser um escape. Saí do livro um pouco mais aliviada fechando nele as lágrimas que não queriam parar. 

A história fala-nos de uma mulher que está a morrer de cancro. Estamos em 2019 e ela sabe que tem pouco tempo de vida e, além de um blogue onde fala sobre a sua saúde, gere uma galeria de arte. Para aliviar o seu trabalho, resolve contratar um novo empregado, e é aqui que, depois de muitas entrevistas falhadas, acaba por dar uma oportunidade a um jovem rapaz. Com ele, Maggie começa a recordar a sua juventude, contando-lhe que aos 16 anos tinha engravidado e que os pais a tinham mandado para casa de uma tia, em Ocracoke, na Carolina do Norte. 

É lá, que conhece Bryce Trickett, um jovem que se torna seu explicador e que a leva a conhecer a ilha. Os dois acabam por se apaixonar. Mas como já sabemos, Nicholas Sparks não podia deixar que a história acabasse aqui, de forma feliz. E é nisto que Sparks é bom. A fazer com que não larguemos o livro até sabermos o que realmente acontece. 

Vamos viajando entre 2019 e 1996 e conhecendo a vida de Maggie, as pessoas que acabou por deixar para trás, a sua relação conturbada com os pais, os ciúmes que tinha da irmã e que eram recíprocos, a sensação de que nada do que fizesse parecia chegar para agradar aos pais. 

Aconselho a leitura, mas se forem como eu, levem um pacote de lenços.


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