Numa semana que se tornou um pouco difícil para mim, consegui terminar este livro de Nicholas Sparks. Há já algum tempo que não me agarrava assim a um romance e que me desabava a chorar, mas acho que acabou por ser um escape. Saí do livro um pouco mais aliviada fechando nele as lágrimas que não queriam parar.
A história fala-nos de uma mulher que está a morrer de cancro. Estamos em 2019, perto daquele que será o seu último natal, pois ela sabe que tem pouco tempo de vida. Como será que alguém vive com essa sentença declarada? Além de um blogue onde fala sobre a sua arte e sobre a sua saúde, gMaggie gere também uma galeria de arte. Devido aos tratamentos, sente-se muitas vezes sem força e para a aliviar de tarefas mais exigentes, resolve contratar um novo empregado para a ajudar. É aqui que, depois de muitas entrevistas falhadas, acaba por dar uma oportunidade a um jovem rapaz, Mark.
Com ele, Maggie começa a recordar a sua juventude, contando-lhe que aos 16 anos tinha engravidado e que os pais a tinham mandado para casa de uma tia, em Ocracoke, na Carolina do Norte. É nesta pequena localidade que aos 16 anos e grávida, conhece Bryce Trickett, um jovem que se torna seu explicador e que a leva a conhecer a ilha. Os dois acabam por se apaixonar.
Mas como já sabemos, Nicholas Sparks não podia deixar que a história acabasse aqui, de forma feliz. E é nisto que Sparks é bom. A fazer com que não larguemos o livro até sabermos o que realmente acontece.
Vamos viajando entre 2019 e 1996 e conhecendo a vida de Maggie, as pessoas que acabou por deixar para trás, a sua relação conturbada com os pais, os ciúmes que tinha da irmã e que eram recíprocos, a sensação de que nada do que fizesse parecia chegar para agradar aos pais. Confesso que fui descobrindo a identidade de Mark mais ou menos a meio da história, mas guardei essa informação bem guardadinha, pensando: "Nã, não pode ser." Mas afinal eu tinha razão e a minha opinião estava correta. Talvez vos aconteça o mesmo, mas não parem de ler até chegar ao fim. Aquele
Aconselho a leitura, mas se forem como eu, levem um pacote de lenços.
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