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Charlotte Brontë

Charlotte Brontë nasceu em Thornton, no West Yorkshire, Reino Unido, a 21 de Abril de 1816 e faleceu em Haworth a 31 de Março de 1855, com apenas 38 anos. Apesar da sua curta vida, foi uma das escritoras e poetisas mais reconhecidas da literatura inglesa. A sua vida serviu de inspiração aos seus próprios romances. Charlotte foi a terceira de seis filhos nascidos de Maria Branwell e Patrick Brontë (cujo sobrenome anterior era Brunty ou Prunty), um pastor anglicano de origem irlandesa. Em 1820, a família mudou-se para uma aldeia a alguns quilómetros de Haworth, onde Patrick tinha sido nomeado coadjutor perpétuo na Igreja de São Miguel e Todos os Anjos. A mãe de Charlotte morreu de cancro no dia 15 de Setembro de 1821, deixando as suas cinco filhas e o filho aos cuidados da sua irmã, Elizabeth Branwell. Em Agosto de 1824, Charlotte e as suas irmãs  Emily , Maria e Elizabeth, foram enviadas para a escola de filhas do clero em Cowan Bridge,  Lancashire , escola essa que Charlotte descreveu ...

"A paixão de Jane Eyre"

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Quando se fala em grandes escritores clássicos, não se pode deixar de parte Charlotte Bronte (1816-1855). "A paixão de Jane Eyre", uma das poucas obras que editou, chega-me através de uma edição datada de 1978, do Circulo de Leitores. Uma verdadeira história de amor, mas que me surpreendeu pela força de caráter que Charlotte atribuiu à personagem principla. Uma órfã, criada por uma tia, num lar sem amor onde os primos a maltratavam, manifesta logo desde criança uma grande tendência para a busca pela sua autonomia e independência e pela busca da verdade, conceitos à época mal interpretados como falta de reconhecimento e má indole.  Esta menina acaba num lar onde cresce amparada pelos bons costumes e por uma exigente educação e pelo mostrando uma enorme resiliência e adaptabilidade a cada desventura que lhe sucede. Jane Eyre é uma jovem determinada, que rompe com os costumes da época. No livro, várias são as vezes em que esta jovem mulher, corta com a segurança de um lar para i...

120 anos da morte de Émile Zola

Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola, foi um escritor nascido em França em pleno século XIX e que não teve uma vida fácil. Nascido a 2 de abril de 1840, em Paris, "viveu sua infância na cidade de Aix-en-Provence," onde em 1847 o seu pai viria a falecer. Com apenas 13 anos, começa a escrever os seus primeiros textos literários.  Aos 18 anos de idade, voltou para Paris e aos vinte decidiu começar a estudar Direito. No entanto, não conseguiu atingir os valores mínimos para entrar e teve de ir trabalhar "para sobreviver," uma vez que as  "complicações financeiras por que passou após a morte do pai," não lhe deixaram saída.  Acabou por trabalhar "nas docas durante dois meses," mas depressa fica novamente numa situação de desemprego, tendo também  trabalhado numa "série de escritórios," nos quais ia "ocupando cargos de pouca influência." "Em 1862, finalmente, conseguiu um emprego na editora Hachette e também no jornal   L’Événeme...

"O décimo terceiro conto"

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Este livro, de Diane Setterfield, deixou-me completamente agarrada da primeira até à última página. O livro começa por falar de  Margaret, que é uma jovem que (talvez, ou não) por ser filha de um alfarrabista, ama os livros. Ela é uma daquelas leitoras a que se pode chamar compulsiva, mas também gosta de escrever e acaba por se tornar biógrafa amadora. Sem dar grande importância a esta sua faceta, acaba por ser contatada por uma escritora famosa, Vida Winter. Margaret não deixa de se surpreender por ter sido escolhida para escrever biografia de Vida e, ao pesquisar sobre o que já se tinha escrito sobre a sua vida, descobre que esta tem por hábito iludir e mentir sobre as suas origens. Mas nada a iria preparar para o que viria a descobrir. Vida sente que o seu fim está próximo. Está frágil e luta contra uma terrível doença que lhe traz dores atrozes! Na sua casa de campo, a escritora decide contar a verdadeira história da sua vida, revelando um passado misterioso e cheio de segredos...

"Depois do Inferno"

Escrito por Michelle Burford e Michelle Knight, esta é a história da propria  Michelle Knight que foi raptada em 2002, por Ariel Castro. Ele era motorista de um autocarro escolar na cidade de Cleveland. O livro retrata os dez anos que Michelle passou em cativeiro, s uportando torturas extremamente brutais e desumanas nas mãos do seu raptor. Não esteve sempre sozinha, pois em  2003, Ariel acaba por raptar uma outra rapariga, Amanda Berry. As duas começaram a partilhar o cativeiro até à chegada de uma terceira rapariga, Gina DeJesus, que é raptada em 2004. Estas três raparigas partilham a dor e tentam sobreviver da melhor maneira que podem, conseguindo fugir no dia 6 de maio de 2013. Esta é uma história real que foi destaque na comunicação social de todo o mundo. São muitos os que ainda hoje se interrogam sobre o que se passou realmente naquela casa e como encontraram, Michelle e as suas companheiras, forças para sobreviver Mas a história que Michelle Knight relata começa bem antes do se...

A minha presença na Feira do Livro

Ontem estive presente na Feira do Livro de Lisboa, para divulgar o livro que escrevi. Como já relatei aqui anteriormente, arrisquei a edição de "Vivi e o dragão", uma história infantil. A Editora foi a Cordel de Prata. Durante o tempo que lá estive, apenas uma senhora parou um pouco, conversou comigo e comprou um livro. Parece que as vendas no geral também não estariam a ser muito boas. Havia muita gente a passear mas poucos paravam para comprar. Eu própria queria vender primeiro, para depois comprar mas não consegui fazê-lo. Pouco antes do final da hora a que tinha direito, os vendedores que lá estavam, começaram a arrumar tudo e a fechar a banca. As outras bancas também estavam a fechar e acabei por não conseguir comprar os livros que desejava. O balanço desta ida à Feira, foi então mais uma despesa para mim e cansaço por ter de ir para Lisboa de transportes públicos, depois de um dia de trabalho. De positivo, ter encontrado um casal de amigos que já não via há muitos anos ...

Um castelinho... em poesia

Hoje deixo-vos o desejo de, seja qual for a vossa terra, lá possam sempre regressar, nem que seja nas lembranças.   O castelinho   Na minha aldeia, há um caminho E nesse caminho, pegadas Que levam a um castelinho Com torres e pedras tombadas.   Na minha aldeia, há uma fonte Com água cristalina E ao subirmos o monte Vem descendo a neblina.   Na minha aldeia, há um jardim Onde os meninos se escondem Entre arbustos de alecrim Perto da escola onde aprendem.   Na minha terra, nesta aldeola A vida passa devagar Subimos a rua da Escola, Entramos na praça do lagar.   Na minha aldeia, as senhoras Enchem o rio de sabão Enquanto lavam as roupas Do menino e do patrão.   Na minha aldeia, caladas Não contam as gralhas no ninho De quem são as pegadas Que levam ao castelinho.   Menina de saia rodada Descalça, corre e se apressa Nem vê que fica marcada No caminho a sua pressa. Elsa Filipe, 2022