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"A voz da Terra"

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"A Voz da Terra", é um romance histórico escrito ao estilo muito próprio de Miguel Real. Na verdade, este é o pseudónimo de Luís Martins, nascido em Lisboa em 1953. Com a sua vasta obra, foi vencedor de diversos prémios literários, onde de destaca a ficção, o romance e o drama. Esta, foi distinguida com o Prémio Literário Fernando Namora. O livro está dividido em três partes: " A cidade de Santo António", em que nos é descrita a chegada de "Julinho" a Lisboa e o seu primeiro contato com as tradições e os costumes do Portugal europeu, "A Voz da Terra" em que o ênfase é dado ao sismo de 1755 e à sua destruição e, por fim, "A Voz dos Homens", em que o autor dá maior destaque à execução dos Távora e aos Autos de Fé. "Julinho" (Júlio Telles Fernandes) vem da Bahia, a bordo do "São Bartolomeu". Faz-se acompanhar de um velho "Santo António", e de Florentino. Na memória, traz a imagem dos "pretos acorrentados ...

"Um sonho só nosso"

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Num livro de Nicholas Sparks, para quem conhece o estilo do escritor, existe sempre uma história que nos envolve, personagens com as quais nos identificamos e um final que nos surpreende. Se Nicholas Sparks tem bons romances, este é um deles, sem sombra de dúvida. Um livro que, por nos começar desde logo a envolver. se lê de um fôlego. Composto por capítulos curtos, não deixa, no entanto, de nos conduzir a uma viagem interior profunda. Ao mesmo tempo temos uma história de amor, quase que um amor de verão, casual, divertido e descomprometido, e em paralelo temos uma história de "fuga" de um mãe e do seu filho. Conhecemos Colby, um jovem agricultor que também se dedica à música e vemo-lo apaixonar-se pelo jovem Morgan, que viaja com um grupo de amigas. E conhecemos Beverly. Uma mãe que acima de tudo ama o seu filho, Tommie.  Por detrás das duas histórias, está apenas uma verdade e é essa verdade que nos vai ser mostrada apenas no final. Ao longo da narrativa, começamos a perceb...

"D. Maria II"

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No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos anteriores da mesma escritora, é-nos dada uma perspetiva dos acontecimentos da história de Portugal (e neste caso, do Brasil de Inglaterra e de França também) a partir da visão dos seus intervenientes, com destaque para D. Maria II. A forma como nos é apresentada, faz-nos ter logo uma certa inclinação para gostarmos desta futura rainha. Recomendo a leitura deste livro depois da leitura de "D. Maria I" pois assim será mais fácil compreender a sociedade portuguesa, bem como os motivos de D. Pedro IV se encontrar no Brasil. Desde logo, encontramos uma menina de pele branca e olhos azuis, que vive no Rio de Janeiro e que é amada por todos, apesar do seu mau feitio. É filha de D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal), e de D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.  D. Pedro torna-se rei após a morte de D. João VI em 1826, mas como havia uma lei que pr...

"D. Maria I"

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Neste romance da já conhecida Isabel Stilwell continuamos a acompanhar a vida na corte portuguesa, desta vez através da vida de D. Maria I, que como o sub-título deste romance tão bem nos indica, foi uma "rainha atormentada por um segredo que a levou à loucura." Mas sobre o segredo, nada digo, pois têm mesmo de ler o livro de uma ponta à outra.  A edição que li é igual à da imagem que aqui vos deixo e nesta capa estão duas pessoas representadas: D. Maria I, a primeira rainha de Portugal, e Rosa, sua aia e amiga. E é muito importante que Rosa aqui esteja representada, pois ela acaba por ter um importante papel no decorrer deste história, além de representar - neste livro - um grupo de pessoas que foram exploradas e maltratadas ao longo dos tempos. Ao lermos esta obra, iremos perceber que apesar de criados (escravos, na realidade, em muitos dos casos), estas pessoas acabam por ser vistas como raridades, troféus (objetos), quase peças de uma coleção que se quer mostrar.  Do que ...

"O Mestre de Dachau"

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Escrito por Sarah Freethy, "O Mestre de Dachau" conta-nos a história de uma mulher que procura pela verdade escondida na família e que ninguém lhe quer contar. Ela tem apenas uma figura feita de porcelana b ranca, mas sabe que existem outras e sabe também que se as descobrir, irá estar mais perto de saber a sua verdadeira história. "Por baixo, onde estaria o pelo macio da barriga, a porcelana é lisa e esconde a marca do fabricante; com a palavra Allach estampada num tipo de letra angular que evoca bierkellers, florestas de pinheiros e pousadas alpinas. Por cima, em pinceladas pretas e planas, dois relâmpagos." A história começa em 1993, à  "porta da Casa de Leilões Forsythe." em Cincinnati. "Clara Vogel" procura por outras figuras de porcelana semelhantes à que tem em seu poder. Ela sabe que naquelas figuras e na sua história está a sua verdadeira identidade. Max, um arquiteto judeu formado pela Bauhaus, está apaixonado por Bettina, uma pintora q...

"Encontrei o amor..."

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 Encontrei o Amor onde menos esperava" é um livro de Fátima Lopes, que n os conduz através de uma história de amor, uma história de vida, ou ambas. É um livro que parece ser leve mas que nos traz uma mensagem muito profunda se estivermos dispostos a aceitá-la: há esperança para o amor. Começamos por encontrar uma mulher que se encontra marcada por relações falhadas. Sofia, a personagem principal, tem amigos e uma família que a ama, mas a perda da mãe fá-la querer regressar às origens e, por isso, mete-se no carro e vai até ao Alentejo onde planeia reconstruir a casa que tinha pertencido aos avós. Mas não é só a casa que se vai reconstruir.  Existe um amor latente, quase que hibernado, à espera de uma oportunidade para despontar...  Não me lembro de ter lido algo de Fátima Lopes antes, mas este livro chegou para me prender. É uma leitura leve, mas que traz em si uma grande maturidade. Trás através dela, outras histórias, muitas vivências e, mesmo que não tenhamos a idade d...

"Não levo saudade!"

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Esta história foi lida em Ebook durante as viagens de comboio, no meu telemóvel, tentando-me distrair da falta de vontade em ir para Lisboa e das dores.  O narrador fala no seu pai e apresenta-nos a certa altura uma frase que eu penso resumir o livro no seu todo:  " Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas." E na verdade, não conseguimos perceber o que é verdade ou ilusão nesta narrativa, o que é fruto da imaginação de um pai com Alzheimer ou de um filho que procura a verdade sobre o pai e sobre as suas próprias origens, ao mesmo tempo que, ele próprio parece ir perdendo a memória e enlouquecendo.  A história começa no cemitério dos Prazeres onde o personagem principal encontra uma pedra tumular com uma estranha inscrição.  Ao tentar saber mais sobre o morto a quem essa pedra faz jus, começa a descobrir a história de um homem que terá dito algumas verdades, mas muitas mais mentiras, acerca da sua ...