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"A Incrível viagem de Arthur Pepper"

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Confesso que quando peguei no livro que uma amiga me estava a emprestar, não me interessou. Foram três os livros e este ficou para último. Talvez o devolvesse sem o ler, por isso coloquei-o no fim da pilha. Mas enganei-me redondamente. Assim que o comecei a ler, apaixonei-me e já não o larguei. Diz na contra capa que "Arthur Pepper tem 69 anos e vive uma rotina rígida e pacata após a morte da sua mulher, Miriam. Todos os dias acorda às 7h30, cuida da sua planta (chamada Frederica ) e trata do jardim." Uma vida pacata que é abalada com uma descoberta. A mulher tinha falecido há um ano e nas arrumações que finalmente se tinha decidido a fazer, Arthur encontra uma pulseira de berloques dentro de uma bota. Não se lembra de ter visto a mulher com aquela pulseira, mas ao virar um dos berloques, descobre um número que se assemelha a um número telefónico. E aqui irá começar esta grande aventura, firmada na descoberta sobre o passado da sua mulher antes de o ter conhecido. Ao longo da...

"As Galochas Vermelhas"

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 Ao trabalhar em creche, procuro com muita frequência na biblioteca municipal, livros que se adequem à faixa etária dos 18 aos 36 meses. Nesta faixa etária, tenho crianças que já escutam uma história, que gostam e que participam, apontando, repetindo palavras. Os livros são importantes em todas as idades, seja para manuseamento, seja para contar uma história, usando as ilustrações. E este livro de Pedro Seromenho trouxe-me exa tamente isso - uma história, palavras para trabalhar com as crianças e ilustrações muito apelativas. No entanto, para além das cores e do grafismo apelativo, - as ilustrações são de  Rachel Caiano -  este é um livro que nos traz uma intenç ão educativa, uma história que culmina numa mensagem: há que procurar a Liberdade. E neste caso, é também um livro que mais se adequa à faixa do pré-escolar e do primeiro ciclo, onde de pode trabalhar este tema com outra intencionalidade. Pedro Seromenho escreveu este livro durante a Pandemia. As galochas, vão pas...

"Minha querida Inês"

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  Margarida Rebelo Pinto presenteia-nos com esta "Inês" forte e determinada, num livro que se divide em sete dias, mas nos quais cabe a vida toda desta "Inês" que morre às mãos dos capatazes do rei de Portugal. "Inês" traz-nos a sua própria história, contada em jeito quase de diário, coadjuvada por outras personagens que vão contando a sua própria visão dos acontecimentos, tal como "Jala" (ou Remédios, a moira) apaixonada por Clara (criada muda) protegida pela própria Inês.  Este livro traz-nos uma história já conhecida, de um ponto de vista diferente mas sem muito a acrescentar. Um livro que se torna mais difícil de ler por não estarem identificadas as diferentes personagens que, de alguma forma, descrevem os seus sentimentos, a sua visão, a sua relação a cada momento com Inês. No fim do livro, temos uma pequena cronologia que nos ajuda a entender os factos. A narrativa começa a 1 de janeiro de 1355 e Inês morreria a 7 desse mesmo mês. Inês dese...

"A Greve"

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Logo na primeira página, Luís Corredoura dá toque para um grande livro, com a descrição de um acidente na pedreira. É entre a rocha dura e fria que em maio de 1965 se vai formar um protesto que parará pedreiras, fábricas e oficinas durante 12 dias. A PIDE não conseguiu calá-los a todos. E entre os acontecimentos do dia a dia, vai-se montando aquela que foi considerada a maior greve com que o Estado Novo se deparou. É com verdadeira mestria que Luís Corredoura nos apresenta as origens e as relações entre os protagonistas, gente simples e lutadora que se bate por aquilo que tem de mais básico, a família e o amor, o trabalho e o convívio com os amigos, as conversas à porta do café e as idas à bola, o sexo e as traições. Desta forma, chega-nos um país verdadeiro de gente autêntica, com personagens como o "Belmiro", filho do "Zé da Adiça." Um livro que nos mostra de forma clara a vida e as dificuldades sentidas pela classe trabalhadora em meados dos anos 60, sem esquecer...

"A voz da Terra"

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"A Voz da Terra", é um romance histórico escrito ao estilo muito próprio de Miguel Real. Na verdade, este é o pseudónimo de Luís Martins, nascido em Lisboa em 1953. Com a sua vasta obra, foi vencedor de diversos prémios literários, onde de destaca a ficção, o romance e o drama. Esta, foi distinguida com o Prémio Literário Fernando Namora. O livro está dividido em três partes: " A cidade de Santo António", em que nos é descrita a chegada de "Julinho" a Lisboa e o seu primeiro contato com as tradições e os costumes do Portugal europeu, "A Voz da Terra" em que o ênfase é dado ao sismo de 1755 e à sua destruição e, por fim, "A Voz dos Homens", em que o autor dá maior destaque à execução dos Távora e aos Autos de Fé. "Julinho" (Júlio Telles Fernandes) vem da Bahia, a bordo do "São Bartolomeu". Faz-se acompanhar de um velho "Santo António", e de Florentino. Na memória, traz a imagem dos "pretos acorrentados ...

"Um sonho só nosso"

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Num livro de Nicholas Sparks, para quem conhece o estilo do escritor, existe sempre uma história que nos envolve, personagens com as quais nos identificamos e um final que nos surpreende. Se Nicholas Sparks tem bons romances, este é um deles, sem sombra de dúvida. Um livro que, por nos começar desde logo a envolver. se lê de um fôlego. Composto por capítulos curtos, não deixa, no entanto, de nos conduzir a uma viagem interior profunda. Ao mesmo tempo temos uma história de amor, quase que um amor de verão, casual, divertido e descomprometido, e em paralelo temos uma história de "fuga" de um mãe e do seu filho. Conhecemos Colby, um jovem agricultor que também se dedica à música e vemo-lo apaixonar-se pelo jovem Morgan, que viaja com um grupo de amigas. E conhecemos Beverly. Uma mãe que acima de tudo ama o seu filho, Tommie.  Por detrás das duas histórias, está apenas uma verdade e é essa verdade que nos vai ser mostrada apenas no final. Ao longo da narrativa, começamos a perceb...

"D. Maria II"

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No seguimento da leitura de D. Maria I, procurei agora pela história de D. Maria II, de Isabel Stilwell. Neste romance, à semelhança dos anteriores da mesma escritora, é-nos dada uma perspetiva dos acontecimentos da história de Portugal (e neste caso, do Brasil de Inglaterra e de França também) a partir da visão dos seus intervenientes, com destaque para D. Maria II. A forma como nos é apresentada, faz-nos ter logo uma certa inclinação para gostarmos desta futura rainha. Recomendo a leitura deste livro depois da leitura de "D. Maria I" pois assim será mais fácil compreender a sociedade portuguesa, bem como os motivos de D. Pedro IV se encontrar no Brasil. Desde logo, encontramos uma menina de pele branca e olhos azuis, que vive no Rio de Janeiro e que é amada por todos, apesar do seu mau feitio. É filha de D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal), e de D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria.  D. Pedro torna-se rei após a morte de D. João VI em 1826, mas como havia uma lei que pr...

"D. Maria I"

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Neste romance da já conhecida Isabel Stilwell continuamos a acompanhar a vida na corte portuguesa, desta vez através da vida de D. Maria I, que como o sub-título deste romance tão bem nos indica, foi uma "rainha atormentada por um segredo que a levou à loucura." Mas sobre o segredo, nada digo, pois têm mesmo de ler o livro de uma ponta à outra.  A edição que li é igual à da imagem que aqui vos deixo e nesta capa estão duas pessoas representadas: D. Maria I, a primeira rainha de Portugal, e Rosa, sua aia e amiga. E é muito importante que Rosa aqui esteja representada, pois ela acaba por ter um importante papel no decorrer deste história, além de representar - neste livro - um grupo de pessoas que foram exploradas e maltratadas ao longo dos tempos. Ao lermos esta obra, iremos perceber que apesar de criados (escravos, na realidade, em muitos dos casos), estas pessoas acabam por ser vistas como raridades, troféus (objetos), quase peças de uma coleção que se quer mostrar.  Do que ...

"O Mestre de Dachau"

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Escrito por Sarah Freethy, "O Mestre de Dachau" conta-nos a história de uma mulher que procura pela verdade escondida na família e que ninguém lhe quer contar. Ela tem apenas uma figura feita de porcelana b ranca, mas sabe que existem outras e sabe também que se as descobrir, irá estar mais perto de saber a sua verdadeira história. "Por baixo, onde estaria o pelo macio da barriga, a porcelana é lisa e esconde a marca do fabricante; com a palavra Allach estampada num tipo de letra angular que evoca bierkellers, florestas de pinheiros e pousadas alpinas. Por cima, em pinceladas pretas e planas, dois relâmpagos." A história começa em 1993, à  "porta da Casa de Leilões Forsythe." em Cincinnati. "Clara Vogel" procura por outras figuras de porcelana semelhantes à que tem em seu poder. Ela sabe que naquelas figuras e na sua história está a sua verdadeira identidade. Max, um arquiteto judeu formado pela Bauhaus, está apaixonado por Bettina, uma pintora q...

"Encontrei o amor..."

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 Encontrei o Amor onde menos esperava" é um livro de Fátima Lopes, que n os conduz através de uma história de amor, uma história de vida, ou ambas. É um livro que parece ser leve mas que nos traz uma mensagem muito profunda se estivermos dispostos a aceitá-la: há esperança para o amor. Começamos por encontrar uma mulher que se encontra marcada por relações falhadas. Sofia, a personagem principal, tem amigos e uma família que a ama, mas a perda da mãe fá-la querer regressar às origens e, por isso, mete-se no carro e vai até ao Alentejo onde planeia reconstruir a casa que tinha pertencido aos avós. Mas não é só a casa que se vai reconstruir.  Existe um amor latente, quase que hibernado, à espera de uma oportunidade para despontar...  Não me lembro de ter lido algo de Fátima Lopes antes, mas este livro chegou para me prender. É uma leitura leve, mas que traz em si uma grande maturidade. Trás através dela, outras histórias, muitas vivências e, mesmo que não tenhamos a idade d...

"Não levo saudade!"

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Esta história foi lida em Ebook durante as viagens de comboio, no meu telemóvel, tentando-me distrair da falta de vontade em ir para Lisboa e das dores.  O narrador fala no seu pai e apresenta-nos a certa altura uma frase que eu penso resumir o livro no seu todo:  " Tudo o que eu digo é mentira, vê se descobres... Nunca descobri a verdade escondida naquelas palavras preciosas." E na verdade, não conseguimos perceber o que é verdade ou ilusão nesta narrativa, o que é fruto da imaginação de um pai com Alzheimer ou de um filho que procura a verdade sobre o pai e sobre as suas próprias origens, ao mesmo tempo que, ele próprio parece ir perdendo a memória e enlouquecendo.  A história começa no cemitério dos Prazeres onde o personagem principal encontra uma pedra tumular com uma estranha inscrição.  Ao tentar saber mais sobre o morto a quem essa pedra faz jus, começa a descobrir a história de um homem que terá dito algumas verdades, mas muitas mais mentiras, acerca da sua ...

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Esta data é celebrada anualmente a 5 de maio, desde 2020, tendo sido este o dia escolhido pela "UNESCO em 2019 e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2009, para assinalar a diversidade, a história e a importância global do quarto idioma mais falado do mundo." O Português, passou a ser o  primeiro idioma "no mundo a ter uma data oficial reconhecida" por este órgão. Apesar de Portugal se localizar no hemisfério norte, é na verdade a sul que a língua é mais falada. Atualmente, a discussão prende-se com o uso do "Novo Acordo Ortográfico." Mas o que é isto de Acordo Ortográfico?  De facto trata-se de "uma convenção que estipula regras sobre como escrever."  Já houve outros AO. "A primeira reforma ortográfica, em Portugal, ocorreu em 1911 e, tal como a atual, também sofreu várias contestações. Foi com a reforma ortográfica de 1911 que deixámos de escrever “pharmacia” e passá...

Quem foi Orwell?

O nome George Orwell é o pseudónimo de Eric Artur Blair, nascido em 1903 numa região que na época pertencia à Índia britânica. Eric viria a viver em Inglaterra para onde se mudou ainda na infância com a família. Foi uma figura incontornável do jornalismo, e uma dos mais influentes escritores do século XX. Eric "c ombateu na Guerra Civil de Espanha, experimentou o colonialismo inglês na Birmânia como polícia imperial," e chegou a ser também correspondente de guerra. Todas estas experiências moldaram, não só o homem, mas o escritor em que se tornou. Da sua obra fazem parte obras como " Dias Birmaneses (1934) e Homenagem à Catalunha (1938)", embora as mais conhecidas tenham sido " Quinta dos Animais (1945) e Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1949)." Orwell morreu de tuberculose em 1950, com apenas 47 anos, mas a sua obra continuou a vencer barreiras. Na sua obra, encontramos patente a crítica ao autoritarismo, à censura e à manipulação da verdade.  Os se...

"1984"

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George Orwell sempre foi considerado um dos mestres da escrita, embora nem sempre trazendo consensualidade ao redor da sua obra. O livro que acabei de ler é disso exemplo. Ao longo de "1984" a verdade vai nos atingindo de forma sucessiva através das páginas daquilo que sabemos ter sido escrito como uma distopia em 1949. Uma visão de um futuro idealizado como uma crítica à forma como as sociedades de estavam a re-organizar, no pós segunda guerra. Através de Winston, a personagem cuja vida vamos acompanhando. "1984", aborda o tema da opressão e do controlo de um governo manipulador. A história vai sendo apagada e reescrita ao sabor da vontade do governo, que vigia e controla todos os movimentos e pensamentos dos seus súbditos, com o uso de tecnologia inovadora. Além da história e do passado, também a língua passa a ser algo frio e sombrio, sem graça. Numa sociedade que valoriza o culto ao líder, "o Grande Irmão", a "Oceania" está numa constante gue...

Poesia para dias bonitos...

 Hoje está um dia tão bonito, não está? Um dia alegre, soalheiro, que nos convida a ir para a rua e a apreciar a primavera que já chegou. Mesmo quando a felicidade está oculta por outros problemas e os olhos manifestam o cansaço acumulado, a primavera acaba por nos ajudar a ter esperança. Lá fora... lá fora as balas zunem, mas aqui...aqui olhamos as andorinhas que chegam e que nos trazem a primavera com elas.  É a Primavera a chegar   Na colmeia, em zumbido constante Estão obreiras a trabalhar O frio já ficou a montante Está a Primavera a chegar.   Traz consigo as andorinhas Que depois de muito voar Encontram nas varandinhas Um sítio para descansar.   Ocupam agora com cautela Os ninhos que ali deixaram Por cima da minha janela As andorinhas já chegaram!   (Elsa Filipe, março de 2026)

Ainda sobre a Primavera

 Quando me desafiam, começam a nascer ideias. Boas, más, assim-assim... aqui fica mais um poema sobre a Primavera. A Primavera   A Primavera chega de mansinho E o sol, nos aquece, devagar Canta feliz o passarinho No seu ninho a trabalhar.   Qual arquiteto e senhor Junta os galhos com saber Depois com muito amor Os ovos vai aquecer.   Quando é hora, das casquinhas Saem de bico no ar Sejam melros ou andorinhas Em breve os veremos voar!   É a magia que acontece A cada ano, em cada lugar É tão belo que até parece Que é a Terra a celebrar.   (Elsa Filipe, março de 2026)

Poesia... quando o inverno se vai embora e nos deixa o calor da primavera

O inverno começa a ir-se embora. Parece um pouco relutante... mas acabará por ir. Seguindo o seu caminho, deixar-nos-á dias mais amenos. Estende-se o sol até mais tarde...e escreve-se com a inspiração da beleza da primavera. O Inverno foi-se embora   O inverno, despediu-se Foi-se embora de mansinho. Andou chovendo, Fez seus estragos, Mas já se pôs ao caminho.   Chega agora a Mãe que da Terra Com cuidado, terna e paciente Ajeita a terra que a semente encerra E dela faz algo surpreendente.   Onde havia escuridão, se fez cor E onde a morte passou, Desponta agora em esplendor A vida que da Terra brotou!       (Elsa Filipe, março de 2026)

"Sonata em Auschwitz"

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Este livro de Luize Valente leva-nos através de Amália, uma portuguesa com ascendência alemã, pela história de uma mãe que teve a sua bebé nos campos de Auschwitz. Neste romance, que parte de um relato real, Luize leva-nos numa viagem a Auschwitz.  Amália desconhece as suas origens, sabendo apenas que tinha nascido em Portugal, numa família na qual sempre se sentiu amada e que, lutou contra a ditadura salazarista. É filha de dois portugueses que foram obrigados ao exílio em África, para fugirem à teia de perseguições da PIDE.Ao escutar acidentalmente uma conversa, Amália descobre que é descendente de um oficial nazi e acaba por ir procurar um pouco mais sobre as suas origens. O nome da sua avó é Gretel e Frida será a sua bisavó. Isto leva-a primeiro à Alemanha, onde procura a sua bisavó, com quem descobre que há ainda mais segredos escondidos. Quando chegamos ao quinto capítulo começamos a conhecer a história de Friedrich, o verdadeiro avô de Amália (e não Helvi como ela sempre tin...

Hoje celebra-se a Poesia

Além de se comemorar a entrada da primavera, essa estação das flores, dos dias mais azuis e mais quentes, também se assinala hoje uma data muito especial: o Dia Mundial da Poesia. Eu gosto de escrever e, confesso, sou mais apreciadora de escrever em prosa do que em verso, mas de vez em quando lá me desafio (ou me desafiam) a escrever alguns versos. E quando me dedico, a minha cabeça enrodilha-se nas linhas e entrelinhas que compõe os versos. Não me considero nada boa nisso e fico sempre a achar que falta algo, que não está totalmente bem, ou que podia ter encontrado uma palavra diferente para transmitir aquilo que queria. É culpa da minha exigência... No fundo, a minha grande questão é:  Para que nos serve a poesia ou como é que nós servimos a poesia?  É que a poesia em si é um exercício que me desafia na arte da escrita, mas confesso que não gosto propriamente de ler poesia. Bem, a verdade é que depende. É que para mim a poesia é para ser lida quando precisamos... e há dias e...

Primavera em poesia

No âmbito das celebrações  do Dia Mundial da Poesia, Dia Mundial da Árvore e Dia Internacional das Florestas, o  "Mensageiro da Poesia" desafiou os seus sócios a criar poemas sobre o tema "Primavera". Aqui vos deixo um dos poemas escritos especificamente para esta atividade: E era a Primavera   Era um dia, um sol O calor Era a vida, a semente O amor.   E do fundo, da terra se espreguiçava Rasgava, empurrava, crescia, Sentindo o sol que acarinhava, O pequeno caule que da terra subia.   E era o pardal que voava E era um falcão a caçar E era na flor uma abelha, Delicada borboleta a pousar.   E eram os dias quentes, As tardes mornas, e a chuva que secava E era a o Inverno que se ia, Era a Primavera que, por fim, chegava!   (Elsa Filipe, março de 2026) Informação sobre esta atividade, aqui: https://www.cm-seixal.pt/evento/arvores-poeticas